Atentado à Democracia

Ao acordar hoje, agradeci por mais um dia de vida com saúde e paz, fiz um rápido alongamento, tomei a minha água em jejum, fui para a cozinha preparar o café e liguei em uma das rádios de notícias, que costumo ouvir logo cedinho. Qual a primeira notícia? Mais uma vida humana que se foi, na guerra urbana que o tráfico e seus lacaios instalaram no Rio de Janeiro? Não, era mais que isto; tratava-se de um crime político.

Não pude acreditar na tamanha ousadia do ato bárbaro que executou Marielle Franco, líder comunitária que se tornou vereadora com 46 mil votos, tendo como bandeira a luta em defesa dos direitos humanos, e do seu motorista Anderson Gomes.

Não votei nem votarei em candidato do PSOL, por discordar dos seus métodos radicais de fazer política e oposição. Mas, quando ouvi a notícia de assassinato de uma jovem mulher, no início da sua carreira política, muito provavelmente motivado pelas suas denúncias sobre a postura de banda podre da Política Militar no Rio de Janeiro, senti que a Democracia havia sofrido um atentado.

Não podemos aceitar esse tipo de coisa! Que seja federalizada a investigação desse ato bárbaro!

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